Guterres, Angola e a StAR

Guterres enquanto candidato beatífico a secretário-geral da ONU fez vários contactos e viajou até Luanda para pedir apoio da ditadura à sua candidatura, que obteve. Angola foi dos países mais entusiastas no apoio a Guterres e nas congratulações pós-eleitorais.
Basta ler os escritos de Rafael Marques no Maka Angola, ou a reportagem desenvolvida de Tom Burgis no seu livro "The looting machine" para se perceber que Angola foi um país saqueado pelos seus governantes nas últimas décadas.
Um dos aspectos essenciais na construção de pontes para o progresso angolano passa pela recuperação dos activos roubados pelos seus governantes. Tal será uma tarefa fundamental de qualquer novo governo angolano que devolva o auto-respeito ao povo angolano.
Ora é dentro desta actividade que se enquadra a StAR lançada pelo anterior secretário-geral das Nações Unidas Ban-Ki-Moon.A StAR -Iniciativa de Recuperação de Activos Roubados (StAR) é uma parceria entre o Grupo do Banco Mundial e o Escritório das Nações Unidas contra Drogas e Crime (UNODC), que apoia os esforços internacionais para acabar com os refúgios de fundos corruptos. A StAR trabalha com países em desenvolvimento e centros financeiros para prevenir o branqueamento de produtos da corrupção e para facilitar um retorno mais sistemático e oportuno de activos roubados.
A pergunta muito concreta que para já fica é: Que apoio vai dar António Guterres, amigo da ditadura angolana, aos esforços que venham a ser desenvolvidos pela StAR no sentido de identificar e recuperar bens roubados pelos dirigentes angolanos?
Veremos a resposta daqui a uns tempos...

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