Elogio a Pedro Passos Coelho

Pedro Passos Coelho é impopular e desprezado pela oligarquia portuguesa (termo emprestado de Rui Ramos, ele também em parte um membro dessa oligarquia que critica com inteligência).
A última manifestação desse desprezo foi a forma como um homem chamado Domingues, que parece que é Presidente da CGD, e que por não ter dinheiro para fazer a barba teve que negociar um ordenado muito elevado, destratou o antigo primeiro-ministro respondendo-lhe sem mais nem menos a um comentário que este tinha feito numa entrevista.
Também no passado Domingo o arauto de Belém anunciou os planos da oligarquia, que assentam no afastamento de Passos Coelho após as eleições autárquicas de 2017 e a nomeação de alguém mais maleável que dê a mão a Costa e a um segundo governo PS, afastando os "perigosos" esquerdistas do PCP e do BE.
Há, portanto, uma unanimidade. A condenação de Passos Coelho ao ostracismo político.
Contudo, foi esse mesmo Passos Coelho, que com maior ou menor sapiência, afastou Portugal do precipício para onde Sócrates o tinha levado e deixou os "cofres cheios". Já se percebeu numa economia que não cresce, que são esses mesmos "cofres cheios" que permitem estes orçamentos "equilibrados". Qualquer economista básico percebe que as políticas económicas e financeiras demoram algum tempo, pelo menos seis meses, a ter efeitos nas economias. Obviamente, que a bonança financeira que Costa vive se deve aos fundamentos lançados por Passos Coelho. Para estragar é necessário ainda algum tempo. 
Mas também é claro que a continuação da economia nestes termos tão parados vai implicar o descalabro daquilo que agora se tenta colar e disfarçar. 

Temístocles Menor

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