Cadernos da Nova Direita Liberal II- A Educação


O FASCISMO NA EDUCAÇÃO DO SÉC. XXI EM PORTUGAL

Anda um desastre a pairar pelo Ministério da Educação com duas asas. Uma é o ministro, descoberto num laboratório de Cambridge onde terá absorvido aquela mistela de marxismo envelhecido coberto de jargões modernos que pulula nalgumas universidades inglesas. Mas lá é inofensivo, porque esses académicos utópicos não saem dos seus jardins e relvados, e não querem sair, apenas provocar a reflexão e o espírito crítico. A outra asa é a empenhada secretária da Educação, professora da faculdade de Direito de Lisboa, nora de Jorge Miranda. Por a conhecer pessoalmente, não comento.
Estes dois estão empenhados em destruir em definitivo o sistema educativo português com as suas ideias marxistas que acabam por se traduzir num fascismo educativo inusitado.
Dois exemplos recentes. Por alguma razão, os iluminados governantes pensam que as escolas privadas deturpam com as suas notas as classificações de acesso ao ensino superior. A solução é "mexer" administrativamente nas notas dos alunos do privado. Possivelmente, baixando uns valores, para assim as igualarem com os piores. Faz lembrar o critério soviético para fuzilar os seus cidadãos no período pós- Revolução de 1917, se estes tinham as mãos calejadas indicando que trabalhavam com as mesmas na agricultura ou indústria eram poupados. Se tinham as mãos suaves e sem calos, eram fuzilados. Agora o fuzilamento aplica-se às notas do privado. Esquecem estas mentes ministeriais que são as escolas privadas que estão à frente dos rankings do ensino, que geralmente, prestam um melhor ensino e têm melhores resultados, e que o ensino público está numa degradação quase constante. E essa degradação deve-se em muito boa parte aos sindicatos que dominam o sector. 
Ainda me recordo, noutra encarnação, quando ajudava o PSD no sector da Educação, de ouvir uma dirigente sindical chamada Manuela Teixeira, a dirigir-se a Durão Barroso (antes de ser primeiro-ministro) dizendo que se alguma das medidas então propostas, como o cheque-ensino, ou a liberdade de organização para as escolas, fosse adoptada, este teria os sindicatos, mesmo do PSD, todos contra e não conseguiria sequer começar o ano lectivo.
Não são os privados que têm destruído as escolas públicas, mas estas que não têm sido reformadas.
Outra medida dos ases da Educação é a introdução de educação física como ponderação para a média de entrada na universidade. Esta é uma medida fascista, que faz lembrar as organizações hitlerianas de juventude que queriam machos esbeltos para corporizar os ideais do regime, a nata dos quais integrariam as SS. Aliás um dos secretários de Estado subscreve esta fascização do sistema ao afirmar "que é essencial haver um trabalho para assegurar uma disciplina que desenvolva as capacidades das crianças em todo o país". Além dos mais é uma discriminação face aos gordos. Os gordos já não têm direito de aceder à Universidade ?

NOVO MODELO

É evidente que já se brincou demais com a Educação. 
Defendemos uma solução muito simples. Abolição do Ministério da Educação e transformação deste numa Agência Reguladora semelhante ao Banco de Portugal. Esta agência regularia a qualidade das Escolas que deixariam de ser definidas pela sua propriedade, mas pela sua qualidade. 
Os alunos receberiam o financiamento directo do Estado para escolher a escola que pretendessem frequentar. 
As escolas teriam liberdade de organização, funcionamento, contratação, etc.
No final de cada ciclo existiriam Exames Nacionais ou uma forma global de aferir a evolução de cada aluno, garantindo assim alguma uniformidade, num sistema que se pretende diferente, descentralizado, diverso, promovendo competências diferentes e não "quadrificando" os estudantes. A massificação do ensino torna-se má quando pretende que todos sejam iguais. Devem ser iguais em termos de oportunidades e lei, mas diferentes como pessoas, nas suas capacidades, na sua personalidade, na sua visão do mundo. Da diversidade nasce o progresso e a inovação. Não queremos alunos iguais, queremos alunos diferentes. Não queremos escolas iguais, queremos escolas diferentes. E professores também. 
O Estado deveria garantir os recursos financeiros às famílias para esta mandarem os seus filhos para as escolas e também garantir a qualidade das escolas. A partir daí deveria ter lugar um processo espontâneo de aprendizagem e formação.
Este o novo modelo da nova direita liberal.

Rui Verde

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