As humilhações da Alemanha

É quase uma "lei" da história. A Alemanha unida torna-se sempre demasiado grande para a Europa e inepta nas suas relações internacionais, acabando por se comportar como o elefante da loja de porcelana. Foi assim, nas vésperas da Primeira Guerra Mundial, foi a continuação na Segunda, e está de novo a ser. A história repete-se. A Alemanha fica forte, começa a querer comandar e não consegue, e de repente sente-se humilhada e caminha de frustração em frustração até explodir.
Este ano já assistiu a três humilhações da poderosa Alemanha. Primeiro, foi o BREXIT, apesar do aproveitamento xenófobo e racista que está a ser estranhamente feito pelos "vencedores" do BREXIT e pelo governo Tory ( e não, Theresa May, não é nenhuma Thatcher, e vai dar asneira), a saída de Inglaterra da UE foi o primeiro passo de um confronto com a hegemonia alemã. Os ingleses têm ainda muito viva a memória histórica da II Guerra, e não concebem viver numa Europa comandada por Berlim. Por isso, retiram-se, para ganhar margem de manobra.
A segunda humilhação alemã foi relativamente ao Deutsche Bank. Os alemães viram que os EUA os podem levar ao chão em 2 minutos. Basta aplicar uma multa a um Banco alemão. Tiveram os alemães que discretamente pedir clemência aos EUA. Portanto, o mundo anglo-saxónico já se retira da esfera de influência alemã, e tem-lhe aplicado algumas humilhações efectivas.
Finalmente, a terceira humilhação foi trazida por ...Portugal, e consistiu na derrota clamorosa que Guterres infligiu à candidata búlgara apoiada pela Alemanha para o cargo de secretário-geral da ONU.
Portanto, à medida que vai crescendo e tendo mais força, não a sabendo usar, a Alemanha vai sendo humilhada e isso trará as posteriores reacções já infelizmente conhecidas.

Temístocles Menor
,

Comentários

  1. Há peidos que APARENTEAMENTE são RESISTENTES ao FEDOR... Tudo é uma questão de NARIZ...?

    ResponderEliminar

Enviar um comentário

Mensagens populares deste blogue

Quem tramou Joana Marques Vidal? Sócrates ou Manuel Vicente?

O mistério de Luís Delgado e da Impresa

O fim do jornalismo português(2)