Crónicas de Sete Rios. Marcelo e Paulo. Início e fim.

Farão por estes dias três meses de mandato presidencial de Marcelo Rebelo de Sousa. Com o devido respeito, até ao momento, foi um mandato de conversa fiada e primeiras páginas do Expresso. Marcelo disse, redisse e desdisse. Parece que o mantra é o consenso. Mas consenso de quê? Há três questões com que Portugal se depara:
-Como estar na União Europeia?
-Como viver com o Euro?
-Como ter investimento para desenvolver a economia?
Apenas a resposta a estas perguntas permitirá sair do emaranhado estagnante em que estamos.E nenhuma das respostas é de consenso.Traçar um novo rumo é sempre dissenso, E é de novo rumo que Portugal precisa. Não de saber que Marcelo vai falar com Merkel sobre bancos ou barrigas de aluguer.
Quanto a Paulo Portas, parece que se despediu com emoção da Assembleia da República. Inteligente, fino e vivo, Portas prometeu muito e deu pouco como estadista.Não há dúvida que teve piada enquanto dirigente do Independente (esse deve ter sido o seu melhor momento). Não há dúvida que robusteceu, e muito, o CDS. Todavia enquanto membro do Governo, como ministro da Defesa, enrolou-se nos submarinos e de lá não saiu. Depois, no governo de Passos Coelho, por um triz que não ficou como o novo Miguel de Vasconcelos, traindo a pátria num momento chave, mas indelevelmente ficou o irrevogável revogado.
Em resumo, não adiantou nada como ministro e membro do governo

Temístocles Menor 

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