Três reflexões sobre a hipocrisia em curso

Os Panama Papers andam por aí. O Expresso, jornal enfeudado aos piores tiques da oligarquia dominante, entrou numa histeria publicitária de revelações que redundou em Vilarinho e Pinho. Muito obrigado, já sabia. Nada de novo aí. E fugiram aos impostos? Como, quando, porquê? Isso é que era investigação. Agora, dizer que determinadas pessoas têm ou tiveram off-shores. Está bem,mas não adianta muito. Os bancos portugueses têm off-shores. Os bancos portugueses aceitam depósitos em contas off-shore. Há aqui qualquer coisa que não percebo.

Outra hipocrisia: as bofetadas de João Soares. Este prometeu bofetadas na boa linguagem queirosiana das bengaladas.É truculento,é. Mas custa a perceber tanta emoção. Augusto M. do Público deve ser estimável, prometia as ditas bengaladas no menino e tínhamos um confronto novecentista. Quanto a Vasco Pulido Valente, de facto, teria mil e uma respostadas adequadas e desadequadas. Assim, é tudo muito branquela. Devem preferir os telefonemas aos gritos para as redacções...

Hipocrisia final, a do Patriarca de Lisboa, que já se viu que pratica um ultramontanismo serôdio. Enquanto o Papa abre a porta da Igreja aos divorciados, o nosso patriarca faz uma distinção bizantina entre pessoas e actos, e diz que não é bem assim. Que mal terá Portugal feito a Deus para ter uma Igreja assim, sempre atrasada...

Reflexão não prevista. O Presidente da República continua a dar muita informação para os jornais e com vontade de "queimar "Passos Coelho. Vai-se dar mal. Aliás, em relação a Draghi saiu-lhe o "tiro pela culatra". Draghi foi clarinho na condenação dos retrocessos e brincadeiras em que o actual governo se tem metido...

Temístocles Menor

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