Está tudo bem

Os trabalhadores da função pública já devem estar a ganhar dinheiro como ganhavam em 2009. Os professores também, com as carreiras desbloqueadas e adequadas condições de trabalho nas escolas. O pessoal das empresas de transportes públicas até já deve ter quem o substitua a trabalhar, ganhando um subsídio qualquer pelo trabalho dos outros. Os enfermeiros já não emigram e ganham tanto como a função pública. Os jovens já não emigram e abrem empresas (financiada pelo Estado) a cada esquina para lhes dar trabalho. O desemprego caiu para metade. Os hospitais públicos estão a ampliar-se a vários metros quadrados por dia e as taxas moderadoras desceram para 0,50€. Já não se pagam outra vez as portagens nas SCUTs. 
O leitor não acredita?! Então como é que explica a ausência do Arménio Carlos, do Mário Nogueira, da Ana Avoila e de tantos outros sindicalistas que antes nos assombravam os televisores dia sim, dia não? Foram-se embora? Morreram? Reformaram-se? Foram de férias para a Coreia do Norte?
Não, claro. A única explicação é que está tudo bem em todo o País…

Pedro Garcia Rosado

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