Crónicas de Sete Rios: Trapalhices

Depois da fase das palhacices,entramos nas trapalhices. Entre a novela das sanções em que todos fingem que o que se está a passar não é o que se está a passar. E já agora, o que se está a passar é o uso do soft power por parte da Comissão para evitar que governos com orientação de extrema-esquerda e eurocéptica exerçam o poder em Portugal e Espanha. E a novela dos Bancos CGD e Novo Banco está-se a instaurar um profunda trapalhada. Obviamente, o ministro das finanças não tem "estaleca", nem credibilidade para garantir nada ou ir para algum lado. 
O primeiro-ministro é politicamente muito hábil e continua a usar os seus truques mágicos, mas cada vez tem mais bolas a rodar no ar. 
A solução natural era entregar o poder ao PSD e apoiá-lo, para mais uma vez tirar o país da trapalhada ( note-se que o PSD não é inocente nesta trapalhada, apenas percebe melhor a música que vem de Berlim/Bruxelas). 
Mas isso, para já, é impossível. Assim, Costa tem 2 hipóteses: 
Ou aguarda que o PSD defenestre Pedro Passos Coelho e arranje um líder paliativo. 
Ou avança para uma aliança como Bloco de Esquerda (ideia que "roubo" com a devida vénia a Pedro Garcia Rosado) antecipando eleições para o Outono e procurando com esta aliança ganhar a maioria absoluta.Naturalmente, que esta hipótese implica a submissão do BE ao "ideal europeu", talvez em troca de um compromisso em garantir o casamento gay em Júpiter quando este planeta for explorado.
Até o cenário se clarificar vai ser uma confusão, em que todos vamos perder.
A propósito, refira-se que o Presidente da República não tem poderes para grandes actuações, mais uma vez revelando a bizarria completa que é o sistema semi-presidencial, invenção francesa muito abaixo da qualidade dos seus queijos.

Temístocles Menor

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