Maria José Morgado. As coincidências no Expresso de 13 de Agosto.

O Expresso de 13 de Agosto anuncia com parangonas que a historieta do Secretário Andrade e da sua ida ao futebol está a ser investigado no DIAP e dá-nos variados detalhes sobre a matéria.
Na mesma edição, por coincidência, a Directora do DIAP, Maria José Morgado escreve, em abstracto, acerca do crime que eventualmente o Secretário Andrade teria cometido. Tratar-se-á do crime de recebimento indevido de vantagem.E aponta como esse crime deve ser investigado, além de referir que na GALP serão procurados os exactos responsáveis pela oferta.
Depois queixa-se que o crime foi mal importado da Alemanha ( de onde é importado todo o nosso direito penal, desde os tempos do nazismo), e defende uma teoria objectiva do crime. I.e. basta haver prenda para haver crime.
Dois comentários suscitam estes factos:

É uma grande  coincidência aparecer a  notícia do Expresso acerca do trabalho concreto de Maria José Morgado e o texto desta em abstracto sobre o tema.

A posição da Directora do DIAP representa tudo aquilo em que se transformou o processo penal português. Um processo inquisitório, sem garantias reais dos arguidos, em que se objectivam os comportamentos e factos, sem curar da culpa, das motivações, cujo único objectivo é humilhar e despojar. Felizmente, que o legislador, apesar de ser muitas vezes trôpego, tenta colocar alguns travões a estes impulsos.

Uma sociedade democrática é incompaginável com estes excessos do MP.

Rui Verde

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