As brincadeiras da economia e o golpe em curso contra Passos Coelho

Há uns dias saíram uns números mauzinhos sobre o estado da economia portuguesa. Está parada, como tem estado há anos, com um ou outro blip.
As supostas medidas de estímulo da procura de Centeno de Harvard não tiverem qualquer resultado, nem em termos reais, nem em termos de expectativas.
Passos Coelho no comício com que o PSD todos os anos nos quer acabar as férias, alertou e bem para essa situação, cada vez pior, num país que cada vez se endivida mais, para produzir o mesmo. (Seria diferente e positivo, endividar mais para produzir mais).
Por alguma razão estúpida, os "formadores" de opinião detestaram as afirmações de Passos Coelho e descreveram-no como um radical com prazo de validade expirado (sobre este assunto já falaremos mais adiante).
No dia seguinte, com uma esperteza digna do mais esperto dos chicos, o governo fez sair uma notícia nos jornais de Angola/Sócrates dizendo que os rendimentos dos trabalhadores tinha subido 4,5% desde a saída da Troika, querendo assim contrapor-se às afirmações do líder do PSD. O detalhe que estraga esta notícia é que a medição do Produto de um país é igual ao Rendimento, mudam apenas as ópticas. Isto quer dizer que se o Produto estagna, o Rendimento também estagna.É matemático. E se uma parte desse rendimento aumentou, quer dizer que outra parte diminuiu. E mais, se o custo do trabalho aumentou (salário) e a produção ficou igual, então a chave do crescimento e prosperidade, que se chama produtividade, diminui. Por isso, não vale a pena acenar com números supostamente positivos, que são negativos, que querem dizer que o país faz menos e gasta mais dinheiro, tem menor produtividade, e por isso caminha alegremente para mais um desequilíbrio.
Curiosamente, a oligarquia, utilizando o termo aplicado por Rui Ramos, não percebe isto e está alegremente a ensaiar um golpe para afastar Passos Coelho do poder no PSD por alguém mais maleável ao centrismo e à falta de transparência de caracterizou a governação de Portugal nos últimos decénios. Claramente, o centro das operações está em Belém, e o ponta-de-lança é o novo orador da Domingo, o inefável Marques Mendes.
Toda a gente já percebeu (embora diga o contrário) que o caos está, de novo, instalado.E que o PCP não fará especiais contorcionismos para manter o governo que vai ter que governar "à direita" definitivamente, por isso a estratégia é lançar uma bóia de salvação a Costa sob a forma de um líder apaziguador no PSD.
Veremos os próximos episódios

Temistócles Menor

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