Face ao descalabro anunciado, António Costa veio à televisão. António Costa é bom. Convincente, seguro, risonho. Claramente é o grande activo deste governo.
É possível que Donald Trump seja um bom pai de família. E que saiba comer à mesa. Que não mastigue de boca aberta, que não coce o cabelo com o garfo, que não arrote nos intervalos entre os pratos. Mas é certo que a personagem, na sua aparência, não é atraente. O casaco, ou sobretudo, tipo fraque, a gravata que lhe vai às partes, o tom alaranjado da pele, o penteado que já foi parecido com um ninho de pássaro e que agora se apresenta mais alisado… E há o modo como fala, ligeiramente inclinado para a frente, como se fosse cuspir palavras mais acesas contra os seus interlocutores. Nota-se, no entanto, que anda divertido. O que não lhe diminui a arrogância e a sobranceria, típicas de quem não terá tido de depender muito dos outros no seu percurso de poder. Trum foi eleito, respeitados os mecanismos do sistema político presidencialista dos EUA, presidente de um dos países maiores e mais fortes do planeta. O que anunciou e o que já parece ter decidido, em termos políticos, agitou m...
“A perspetiva esboçada é reformista e choca-se com o marxismo-leninismo, ideologia assumida pelo PCP. A nossa época não se assemelha à dos anos em que Marx e Lenin – em contextos históricos aliás diferentes – sem rejeitar a luta por reformas, iluminaram o fosso intransponível que separa o reformismo da atitude revolucionária. O marxismo não é estático. A grandeza do leninismo é identificável precisamente pela capacidade de Lenin para inovar como estratego e tático, mantendo uma fidelidade intransigente a princípios, valores e lições do marxismo. Não encontrei essa atitude nas páginas da Resolução [proposta para o XX Congresso, a realizar] dedicadas à política patriótica e de esquerda na luta pelo socialismo.” Quem isto escreveu chama-se Miguel Urbano Rodrigues. Foi, e calculo que ainda seja, jornalista. É militante comunista há mais de 50 anos. Foi fundador e director do matutino “o diário” (que o PCP manteve). Ideologicamente, é ortodoxo. Rigidamente ortodoxo, como demonstrou ao ...
É quase uma "lei" da história. A Alemanha unida torna-se sempre demasiado grande para a Europa e inepta nas suas relações internacionais, acabando por se comportar como o elefante da loja de porcelana. Foi assim, nas vésperas da Primeira Guerra Mundial, foi a continuação na Segunda, e está de novo a ser. A história repete-se. A Alemanha fica forte, começa a querer comandar e não consegue, e de repente sente-se humilhada e caminha de frustração em frustração até explodir. Este ano já assistiu a três humilhações da poderosa Alemanha. Primeiro, foi o BREXIT, apesar do aproveitamento xenófobo e racista que está a ser estranhamente feito pelos "vencedores" do BREXIT e pelo governo Tory ( e não, Theresa May, não é nenhuma Thatcher, e vai dar asneira), a saída de Inglaterra da UE foi o primeiro passo de um confronto com a hegemonia alemã. Os ingleses têm ainda muito viva a memória histórica da II Guerra, e não concebem viver numa Europa comandada por Berlim. Por isso, r...
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