Aconteceu!

Aconteceu! Assim reagiu João Salgueiro às notícias sobre o crescimento português nos últimos tempos, afirmando que não se havia feito nada para tal resultado. Na realidade, é bom quando a economia funciona sem o Estado, é sinal que milhões de pessoas tomam as suas decisões e movem-se sem estar à espera do Governo. Nesse sentido, a perplexidade de Salgueiro seria uma tradução das virtudes da economia livre: o governo não fez nada, mas a economia mexeu-se. É assim mesmo!
Contudo, não é o caso. Devem existir muitas explicações para os números do crescimento recente português, mas nenhuma assenta numa visão de uma economia com fundamentos sólidos e a arrancar para um período de crescimento sustentado.
Nada, mas nada de nada, foi feito para criar um quadro macroeconómico favorável ao investimento, à produtividade e à competitividade em Portugal, símbolos reais de qualquer crescimento. 
Vivemos uma bolha de ilusão, trazida pelos mesmos arautos do socratismo, agora transformados em costistas dos quatro costados. Mas,o irrealismo e a falta de vontade de trabalhar é a mesma. De certa maneira, voltámos ao ponto de partida.
Portanto, a perplexidade de João Salgueiro é bem justificada. O que estamos a fazer entrando numa nova ilusão de facilidade e gasto, sem qualquer fundamento na economia real?

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