Anestesia Colectiva

O mundo está aos trambolhões. Desde o Brexit, a Trump, ao Lava-Jato, à transição em Angola, às eleições francesas, os paradigmas a que nos habituámos estão em mudança.
No entanto, olhamos para Portugal e a discussão é à volta do Benfica, do Sporting e das vacinas (esta última discussão até é importante e devia alertar para os perigos das amizades em demasia com a natureza: o comunismo vermelho fanático do século XX, tornou-se no ambientalismo verde fanático do século XXI..., mas esta é outra questão para discussão noutra altura).
Contudo, Portugal é um país sem destino. Tem uma justiça que nem numa caricatura pode ser espelhada, uma economia que agoniza (apesar de estatísticas "positivas" que se sucedem, mas só devem alegrar alguns funcionários partidários que sempre tiveram emprego). Sobretudo, o país vive uma espécie de "vingança de Sócrates". Aqueles que apoiaram o desvario socrático estão de volta (mesmo já não se atrevendo a defender Sócrates) malham em Passos Coelho, nas análises económicas não condicentes com a alegria geral e ensaiam o retorno do aeroporto, do TGV e de toda a parafernália que nos levou ao Inferno. Vê-se a histeria saltitante dessas  pessoas por todo o lado. Não percebem que um país não vive de propaganda. Vive de trabalho, de produtividade, de competição. E isso onde está? Não há. Há, de facto, trabalho de portugueses que são explorados com míseros ordenados que não dão para nada. Mas esse trabalho não é traduzido em criação de riqueza, mas na manutenção de um circuito de marasmo.
A única esperança é que a revolução que anda por aí, chegue até cá, e acorde os portugueses.

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