A expulsão dos juízes portugueses de Timor pode ter muitas razões políticas, mas deve servir para se reflectir em Portugal acerca dos juízes portugueses e dos seus erros que começam a ser constantes...
A queda do Muro de Berlim, em 1989, foi um trauma. Nenhum comunista escapou ileso à fuga em massa dos alemães da ex-República Democrática Alemã do seu país e dos muitos outros que se lhes juntaram: então já não queriam lá estar?! Uns terão regressado, outros não, os regime do “socialismo real” foram caindo como pedras de dominó e o que hoje resta é uma Rússia com alguns Estados agregados, que tem mais a ver com a Rússia czarista do que com o centro da extinta União das Repúblicas Socialistas Soviéticas. Em Portugal, alguns comunistas foram-se afastando do PCP. Outros ficaram. O discurso da direcção do PCP foi unânime: era tudo uma fabricação, fazia tudo parte de uma “campanha”. Só lhes faltou dizer que o Muro de Berlim não tinha caído e que as imagens da fuga do Leste eram uma invenção. Os comunistas que ficaram no partido aceitaram a ideia. Sentiram-se, decerto, mais confiantes: ainda era possível acreditar na Terra Prometida. O que fazia as normas da fé era o “Avante!”. E...
1. Os juros da dívida portuguesa, a 10 anos, passaram os 4 por cento. O anterior ministro das Finanças do PS (Teixeira dos Santos, um príncipe do Renascimento quando comparado com o seu actual sucessor) disse em 2010 que quando os juros chegarssem aos 7 por cento seria necessário estender a mão à caridade internacional. O terceiro empréstimo internacional chegou em 2011 quando os juros já iam a 10 por cento. O actual chefe do Governo disse que não estava preocupado. O seu antecessor José Sòcrates terá dito mais ou menos o mesmo ainda em 2011. 2. Francisco Louçã, trotzquista emérito, professor doutorado de Economia, fundador do BE e uma mistura de bonzo com bispo do actual regime, disse que a sua jovem deputada Mariana Mortágua havia de ser ministra das Finanças. Não secretária de Estado de uma “causa” qualquer mas ministra das Finanças. Louçã saberá o que diz e o que quer. Bem vistas as coisas, a aventureira Mariana até pode ser uma boa herdeira de Mário Centeno. Já estivemos mais...
F.L., professor, poeta e tradutor, está a traduzir uma nova versão da Bíblia. É um facto cultural relevante embora, para todos os efeitos, nada vença a Bíblia dos Capuchinhos, de consulta fácil e à distância de meia-dúzia de cliques. O jornal “Expresso”, talvez para variar da recente moda jornalística de entrevistar actores, actrizes e apresentadores e apresentadoras (não é assim que se deve escrever?), resolveu entrevistá-lo. E na capa da sua revista apresenta assim o entrevistado: “(…) Um dos mais brilhantes intelectuais portugueses, homossexual assumido e autor da primeira tradução da Bíblia a partir do grego. Uma questão de fé.” Não se percebe bem a eventual relevância da última frase sobre a fé mas, aqui, o que interessa é a relevância da sexualidade do entrevistado. “Homossexual assumido” é aqui, pela ordem de construção do textículo da capa, mais importante até do que a tradução do grego. Mas, quando se penetra no texto da entrevista, a dúvida adensa-se. São 69 as pe...
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