A expulsão dos juízes portugueses de Timor pode ter muitas razões políticas, mas deve servir para se reflectir em Portugal acerca dos juízes portugueses e dos seus erros que começam a ser constantes...
É possível que Donald Trump seja um bom pai de família. E que saiba comer à mesa. Que não mastigue de boca aberta, que não coce o cabelo com o garfo, que não arrote nos intervalos entre os pratos. Mas é certo que a personagem, na sua aparência, não é atraente. O casaco, ou sobretudo, tipo fraque, a gravata que lhe vai às partes, o tom alaranjado da pele, o penteado que já foi parecido com um ninho de pássaro e que agora se apresenta mais alisado… E há o modo como fala, ligeiramente inclinado para a frente, como se fosse cuspir palavras mais acesas contra os seus interlocutores. Nota-se, no entanto, que anda divertido. O que não lhe diminui a arrogância e a sobranceria, típicas de quem não terá tido de depender muito dos outros no seu percurso de poder. Trum foi eleito, respeitados os mecanismos do sistema político presidencialista dos EUA, presidente de um dos países maiores e mais fortes do planeta. O que anunciou e o que já parece ter decidido, em termos políticos, agitou m...
É quase uma "lei" da história. A Alemanha unida torna-se sempre demasiado grande para a Europa e inepta nas suas relações internacionais, acabando por se comportar como o elefante da loja de porcelana. Foi assim, nas vésperas da Primeira Guerra Mundial, foi a continuação na Segunda, e está de novo a ser. A história repete-se. A Alemanha fica forte, começa a querer comandar e não consegue, e de repente sente-se humilhada e caminha de frustração em frustração até explodir. Este ano já assistiu a três humilhações da poderosa Alemanha. Primeiro, foi o BREXIT, apesar do aproveitamento xenófobo e racista que está a ser estranhamente feito pelos "vencedores" do BREXIT e pelo governo Tory ( e não, Theresa May, não é nenhuma Thatcher, e vai dar asneira), a saída de Inglaterra da UE foi o primeiro passo de um confronto com a hegemonia alemã. Os ingleses têm ainda muito viva a memória histórica da II Guerra, e não concebem viver numa Europa comandada por Berlim. Por isso, r...
Mais uma vez, Marques Mendes, porta-voz de interesses financeiros ainda por descortinar deu a novidade: Os Espírito Santo vão voltar a comandar o Novo Banco. Obviamente, que ele não deu a novidade desta forma crua. Anunciou que as variadas propostas apresentadas para o Novo Banco não serviam, pelo que restaria apenas a proposta fora do concurso apresentada pelos chineses, e seria essa provavelmente a vencedora. A questão que se coloca é quem são os "chineses" e que proposta é esta ? Aparentemente, a proposta dos "chineses" consiste num aumento de capital e não numa compra, em que o Estado ficaria parceiro, como aliás acontece na TAP, em relação aos privados. Portanto, começa por ser uma diluição do risco do Estado, mas não uma passagem do Novo Banco para novas mãos. Como vantagem, o Novo Banco receberia dinheiro fresco e novo. Como desvantagem, o Estado e o Fundo de Resolução não recebiam nada. Ficavam com uma participação no Novo Banco. Parece que os chine...
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