O BE e a defesa do capitalismo financeiro ou as voltas do conformismo
O BE é um partido que se tem definido por algumas causas justas: i) a política face a Angola. É o único partido que não tem uma postura servil face ao poder ditatorial de Luanda;ii) a promoção em força de um grupo de mulheres para funções de liderança. Não apenas uma ou duas mulheres para cumprir com os ditames do politicamente correcto, mas um tufão delas. E muito bem. Mesmo que não se concorde com as ideias por elas expendidas, marcam um patamar novo e desafiante para a política; iii) a defesa de causas de índole social,muitas das quais representam a evolução da ordem espontânea que os liberais abraçam. Contudo, nos últimos tempos, o que a surpresa trazida pelo BE é a da defesa do capitalismo financeiro e em especial da banca portuguesa, nos termos deprimentes em que esta tem sido gerida e abusada pela oligarquia nacional. O símbolo de tal atitude foi a aceitação por parte de Francisco Louçã da nomeação para um desconhecido Conselho Consultivo do Banco de Portugal. Se este é o facto sí…