Cadernos da Nova Direita Liberal IV. A moeda. Saída do Euro ou concorrência entre moedas
Tem-se tornado um dado mais ou menos adquirido que a adesão ao Euro, realizada nas condições em que foi feita, e considerando o desenho pouco técnico e muito político da moeda única, tem sido prejudicial para o crescimento da economia portuguesa por colocar uma demasiada pressão nas empresas e facilitar em demasia as importações. Tal facilidade não levou a um aumento de concorrência com as empresas portuguesas, mas a um acantonamento destas em áreas não sujeitas a concorrência e à dependência da economia nacional do investimento e consumo públicos, bem como dos sectores no transacionáveis como o imobiliário. Os defensores do “escudo forte” (ou agora do euro forte) afirmam que esta força obriga a economia portuguesa a muscular-se e tornar-se competitiva. Talvez obrigasse se houvesse um plano simultaneamente liberal e ordenado, semelhante àquele que a Alemanha viveu no pós Segunda Guerra Mundial. Mas não há em Portugal apetência por qualquer reforma económica simultaneamente liberal e or…