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A verdade do caso Universidade Independente. A prisão do inspector da PJ que comandou as operações.

A imprensa noticiou com intensidade a prisão de Emanuel Briosa, o inspector da PJ. Esqueceu-se de noticiar que este inspector tinha sido condecorado por ter conduzido o caso Universidade Independente. Como se sabe por escutas, entretanto tornadas públicas, este processo foi acompanhado de perto por José Sócrates, porque envolvia a sua "licenciatura", em parceria com um então ministro do governo de Angola.  Como resultado do processo, a Universidade Independente em Portugal foi abusivamente encerrada, e a Universidade Independente de Angola ficou na propriedade do ministro Angolano.  Os verdadeiros detentores das Universidades ficaram sem nada: universidade, reputação, património. Como é habitual a imprensa entreteve-se a condenar as pessoas para sempre, e deixou (a) passar tudo em claro.
Entretanto, a história vai-se fazendo.  Sobre Sócrates já se comprovou que a licenciatura é nula, e tal nulidade apenas não é declarada devido a um despacho "salvífico" de Mariano Gago. …

Anulação das sanções. Vitória?

Ontem, andaram os políticos em êxtase com a anulação das sanções que aí vinham. Todos foram heróis, como na selecção,foi uma vitória do grupo. O Presidente da República resumiu bem o entusiasmo. Cheira tudo a grande farsa... Presumivelmente, o governo Costa teve que ceder em pontos muito específicos que continuarão a limitar o orçamento português. E isto quer dizer que vamos andar neste folclore de fingimentos por mais uns tempos. Um finge que pratica austeridade, outro finge que sanciona, e no fim acabamos como na União Soviética em que uns fingiam que trabalhavam e outros que pagavam, e tudo caiu como um castelo de cartas.

Temístocles Menor

Crónicas de Sete Rios: Trapalhices

Depois da fase das palhacices,entramos nas trapalhices. Entre a novela das sanções em que todos fingem que o que se está a passar não é o que se está a passar. E já agora, o que se está a passar é o uso do soft power por parte da Comissão para evitar que governos com orientação de extrema-esquerda e eurocéptica exerçam o poder em Portugal e Espanha. E a novela dos Bancos CGD e Novo Banco está-se a instaurar um profunda trapalhada. Obviamente, o ministro das finanças não tem "estaleca", nem credibilidade para garantir nada ou ir para algum lado.  O primeiro-ministro é politicamente muito hábil e continua a usar os seus truques mágicos, mas cada vez tem mais bolas a rodar no ar.  A solução natural era entregar o poder ao PSD e apoiá-lo, para mais uma vez tirar o país da trapalhada ( note-se que o PSD não é inocente nesta trapalhada, apenas percebe melhor a música que vem de Berlim/Bruxelas).  Mas isso, para já, é impossível. Assim, Costa tem 2 hipóteses:  Ou aguarda que o PSD defe…

Centeníadas. As desventuras do ministro das finanças

Algum elemento cósmico tem colocado os ministros das finanças socialistas recentes (Teixeira dos Santos e Centeno) como figuras trágico-patéticas de uma narrativa absurda. 
Basta lembrar a cara de Teixeira dos Santos ao lado de Sócrates, quando numa noite de Primavera este anunciava a vinda da tão detestada Troika. A cara de Santos era dramática. Primeiro, traíra o país para agradar ao primeiro-ministro. Depois traíra o primeiro-ministro para agradar aos banqueiros, que lhe agradeceram recuperando-o para a vida pública poucos anos depois.  De facto, hoje Santos assumiu a presidência do Banco da sua homónima angolana,defendendo os interesses da ditadura ladra e passeia-se como grande senhor pelas televisões. Vergonha não lhe restou nenhuma. Francamente, malgré tout é preferível a determinação e combate de Sócrates que o sibaritismo de Santos.
Agora temos outro doutor. Um Centeno que veio de Harvard e do Banco de Portugal. Figuras parvas já começou a fazer, com o riso estulto que afivelava…

Nice. Game changer. Guerra assimétrica e direito penal do inimigo.

Obviamente,que qualquer Estado não pode ficar a ver o seus cidadãos serem regularmente massacrados sem reagir. É o que o Estado francês tem feito. Esconde-se por detrás de uma retórica pomposa, mas deixa que o seu país se torne numa espécie de campo para um genocídio anti-ocidental. Certamente, que este atentado de Nice só poderá provocar uma mudança na atitude europeia face ao terrorismo.Não se trata de um caso de polícia. É um caso de guerra, guerra assimétrica, mas guerra. Não se ganha (embora também seja importante) com as declarações Je suis, e outras do género. Ganha-se com uma nova estratégia, que aliás começou a ser delineada por Bush e teria tido mais sucesso, se a obsessão do Iraque não se tivesse metido no meio. A guerra assimétrica terá 3 vertentes: o ataque militar às bases; a conquista dos corações e o secamento das fontes financeiras. É muito possível que se tenha que aplicar à situação aquilo que Gunther Jakobs denominou Direito Penal do Inimigo, segundo o qual quando a …

"Crimes" de Sócrates e o livro "Os Três Magníficos"

Portugal é um país de insulto fácil, em que a presunção de inocência não se aplica, a não ser a José Sócrates, depois de António Costa assumir as funções de primeiro-ministro. Fora isso, qualquer um que tenha o azar de cair na alçada da "justiça" portuguesa é imediatamente banido e condenado ao ostracismo. Estas considerações vêm a propósito de um livro recém-publicado "Os Três Magníficos" que explica de forma muito clarinha a triangulação estabelecida entre Lula, Angola e José Sócrates, com o BES pelo meio para o cometimento de crimes económico-financeiros que desgraçaram os países.  Ora a realidade, é que a análise efectuada nesse livro acaba de estar a ser confirmada pelas mais recentes iniciativas na Operação Marquês,quer relativas a estradas em Angola,quer relativas à PT. O que se parece confirmar é que José Sócrates terá feito parte de uma teia triangular de interesses que se estende ao poderio de José Eduardo dos Santos, em Angola, a Lula no Brasil,  Esta tese t…

As putativas sanções e a Política. Uma nova forma de golpe de Estado?

Acabado o Campeonato da Europa, somos brindados,todos os dias, com o campeonato da sanções. Todos peroram, os economistas fazem contas com décimas, os comentaristas procuram os planos B, C e mais outros, e a Centeno de Harvard nem o cachecol o salva. E na realidade, a história das sanções nada tem a ver com economia e finanças. É uma questão puramente política que tem um duplo objectivo: "Europeizar" o PCP e o BE e colocar o governo português actual "nos eixos". Nada mais. Vejamos o contexto. A intervenção europeia de 2011 teve um plano e uma história que se repetia. Sempre que a troika achava que nos estávamos a desviar do plano, abria a boca, com as habituais "fugas" e declarações (que agora se repetem), e o governo português reagia logo fazendo (ou fingindo fazer o que lhe mandavam) e assim as punições eram evitadas, e supostamente Portugal seguia o plano. A partir da saída da troika e sobretudo de meados de 2015, a percepção que se foi criando era que Po…