Mensagens

Uma sondagem misteriosa

Qual será o órgão (ou órgãos) de comunicação social onde foi suspensa a divulgação de uma sondagem sobre as eleições, feita depois do caso dos cartazes do PS e do comício do Pontal, do PSD e do CDS, que dava um resultado muito sombrio para o PS e para António Costa?
Costa Cardoso

Que bem que se escreve no "Diário de Notícias"

Ainda hão de dizer que a culpa é do Acordo Ortográfico:
"Sobre os sete meses que culminaram neste acordo, Tsipras admitiu que os seus maiores erros foram substimar 'o poder da justiça e o poder do dinheiro e dos bancos'..." Hoje mesmo, quinta-feira: "subestimar" por "subestimar"!
Costa Cardoso

A obsessão de campanha do "Público"

Três títulos da primeira página do "Público":
- "Devolução da sobretaxa de IRS entra na campanha eleitoral - Governo estima devolução de um quarto da sobretaxa através do crédito fiscal. IVA garante mais receitas, IRS fica aquém do esperado. Ministra das Finanças diz-se tranquila e PS fala em 'propaganda'." - "Governo sob fogo - autarcas e partidos contestam entrega da Metro do Porto e da STCP por ajuste directo." - "Pais desconfiam de anúncio de obras no Conservatório - Ministro da Educação indicou que haverá um concurso público depois das eleições legislativas de Outubro."
E outro também de primeira página e no mesmo jornal, em regime de quem não quer a coisa e contraponto:
- "Costa propõe fundo de 1000 milhões para reabilitação urbana - Objectivo do líder do PS, que ontem divulgou nova carta aos indecisos, é recuperar centros históricos e áreas degradadas."
Costa Cardoso

"Cada vez mais"

Há uma perspectiva catastrofista, quase apocalíptica, do melancólico jornalismo português que se apoia no "cada vez mais". Tendo por suporte esta muleta linguística, tudo o que acontece é "cada vez mais". E o que daí qualquer pessoa inteligente infere é que (por exemplo) não há uma única pessoa empregada no País (porque "cada vez mais" há desemprego), toda a gente se foi embora (porque "cada vez há mais" emigrantes), todos os pais deixaram de pagar pensão de alimentos porque... "Cada vez mais pais deixam de poder pagar pensões de alimentos aos filhos". Esta frase ("Cada vez mais pais deixam de poder pagar pensões de alimentos aos filhos") é um título do "Público" de 8 de Novembro de 2014. E escreve hoje, nove meses depois, o "Jornal de Notícias": "Crise leva mais pais a não pagar pensão de alimentos - São cada vez mais as pessoas separadas que deixam de pagar as pensões de alimentos que lhes são impostas…

Loucuras

No "Diário de Notícias", desta vez claramente contra o PS ao levar a sério estas pretensões de António Costa e do seu candidato presidencial:
- "António Costa quer mais três ministros - Se o PS ganhar as eleições, a Cultura e o Mar voltarão a ter ministérios. O líder socialista quer ainda dar estatuto "superior a secretário de Estado" ao responsável pelos Assuntos Europeus."
- "António Sampaio da Nóvoa: 'Já estou a pensar como Presidente da República'."

Costa Cardoso

O Sr. Xis das eleições presidenciais ou o mal menor

Pedro Garcia Rosado
E se, logo em cima das eleições legislativas, entrar em cena um candidato presidencial capaz de dialogar com as duas principais forças em presença (PSD/CSD e PS) se nenhuma delas obtiver maioria absoluta?  Com experiência política e institucional suficientes que sirvam para resolver o problema e tornar menos visível a sua própria ambição?  Com ar mais sério e mais sorumbático do que qualquer outro candidato e um perfil “de regime” que foi sabendo cultivar ao longo dos anos? Pode haver um Sr. Xis em versão salvador da pátria nas eleições presidenciais? Repare-se que, por um lado, o PS está refém de três candidatos presidenciais que não satisfazem a actual direcção (que pode, ou não, continuar em funções, dependendo dos resultados eleitorais) e que não dão garantias de vitória.  Por outro lado, a actual direcção do PSD (que também pode, ou não, ficar em funções, dependendo dos resultados eleitorais) também não morre de amores por nenhum dos três candidatos presidenciais qu…

Um título desnecessariamente complicado

Há títulos que deviam ser lidos em voz alta para se perceber o disparate. Repare-se neste título do "Observador":
- "Incêndio em edifício do Alto de São João extinto". (O que é que está, ou foi, extinto? O edifício? O alto? O Alto de São João? São João?) Talvez fosse melhor assim:
- "Extinto o incêndio em edifício do Alto de São João". 
Ou mesmo assim:
- "Incêndio extinto em edifício do Alto de São João". (E, já agora, "prédio" apreende-se e lê-se mais depressa.)
Talvez se dê o caso, porém, de não haver por aquelas bandas quem saiba ler...

Costa Cardoso